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Participantes

Nesta edição do Kaza Vazia o novo grupo que se formou concebeu um modo de produção peculiar. Mediante o acúmulo de experiências passadas, o KV7 acabou por privilegiar a diluição da autoria dos trabalhos individuais dentro do coletivo.

O atual laboratório contou com reuniões periódicas realizadas no Parque Municipal, no Mercado Novo - os locais de atuação -, assim como no Palácio das Artes e em residências dos kazeiros. Nestes momentos de trocas os participantes levantavam questões suscitadas pelos lugares, questões históricas da formação da cidade, que permeavam o universo que envolvia a nova ocupação. Relatos de experiências, idéias e projetos de ação eram criados e imediatamente debatidos, criticados, remodelados, acrescentados, reelaborados. Interessante perceber os movimentos de uma idéia e/ou imagem concebida - esticada, retorcida, ampliada -, na medida em que se propunha envolver com o corpo coletivo.

Movimentos peristálticos, idas e vindas, voltas - conceituais -, foram permitidas por estes artistas, que conceberam um número de projetos de ações que foi apresentado por escrito numa reunião com os responsáveis legais pelo Parque Municipal e, em outra ocasião, pelo Mercado Novo. Algo novo acontecia neste laboratório, onde os projetos de ação dos integrantes do Kaza Vazia 7 eram observados, analisados, criticados, debatidos e modelados por outas pessoas que até então não frequentavam o coletivo.

O redirecionamento de muitas ações mediante a colocação de novos detalhes a respeito do comportamento do público e as características do espaço foram determinantes para o direcionamento de muitos trabalhos. As sugestões de novos alcances e a abertura de novas possibilidades, foram geniais. Um grupo composto por cinco kazeiros e três funcionários da Prefeitura de Belo Horizonte, redimensionava a atuação da KV7.

A ampliação das possibilidades e a segurança proporcionada por tal processo culminou numa prática de trocas, onde os projetos se firmavam como o centro de um rizoma de idéias, contribuições e sugestões que influenciavam e transformavam o seu sistema como um todo.

Este foi um dos pontos que passou a ser desenvolvido naturalmente dentro do processo-laboratório da Kaza Vazia 7 - Verão Arte Contemporânea. A cada conversa, a cada carona, um funcionário que, no emprego passado, havia trabalhado exaustivamente com a técnica necessária para a atuação que um integrante planejava realizar. Novas abrangências, um novo corpo, uma reflexão e um remodelamento. Uma construção essencialmente coletiva.

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Pagina modificada em 26 de February de 2008, às 12h50